domingo, 27 de janeiro de 2013

Review Far Cry 3


Ubisoft surpreende e entrega um dos mundos abertos mais vivos desta geração

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Quando iniciei a campanha não sabia que me veria mergulhando em um outro mundo sem poder sequer olhar para trás. Logo de partida, o jogo faz muito bem em seu objetivo de nos nivelar ao protagonista Jason Brody, em momento nenhum vemos seu rosto e estamos acompanhando tudo do ponto de vista dele, mesmo as cenas gravadas em câmeras com seus amigos até o salto de realidade que o jogo proporciona quando nos vemos dentro da jaula, assistindo Vaas fazendo sua primeira grande participação. A equipe da Ubisoft foi muito bem definindo um vilão irritante e interessante em apenas uma cena.
É no decorrer do primeiro ato que você começa a aceitar este como um caminho sem volta para Brody que quer salvar os amigos, mas ao mesmo tempo descobre uma nova razão para a própria vida e para si mesmo, já que tudo o que quer é se divertir com um jogo de tiro e mundo aberto, mas descobre um ambiente vivo e independente de sua presença com um dos horizontes mais bonitos que já se viu nesta geração.

“Far Cry 3” tem sua grande qualidade nessa imprevisibilidade, algo que é supostamente esperado em títulos sandbox – mas não muito visto. Assim que você começa a explorar as Rook Islands, percebe isso. Os animais têm suas próprias vidas, rotinas e ambientes, assim como as pessoas que ali vivem. Tudo é integrado e extremamente natural. Em certos momentos você vê animais diferentes interagindo como predadores como leopardos, ursos e tigres caçando e presas fugindo ou se defendendo. Não é incomum testemunhar quando um tigre prepara o ataque a um grupo de 
 pessoas passando no campo de visão deles.


Claro, a agressividade de todas as criaturas foi aumentada sensivelmente. Ainda que o tubarão touro seja um dos que mais registram ataques, eles ainda não te atacam só de notar sua presença na água como acontece no jogo. Ainda assim, outras reações são extremamente realistas: predadores fogem quando percebem desvantagem, continuam atacando se estiveram presos em jaulas e os cães com raiva são tão agressivos quanto chatos (você em momento nenhum contrai o vírus, mas é uma liberdade poética compreensível).

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Chesire Cat

Enquanto “Far Cry 3” destaca-se com alguns dos mais belos gráficos, modelagens e cenários já vistos em um jogo desta geração, o mesmo não pode ser dito da história. Ela em muitos momentos não faz sentido. Claro, há a justificativa do contato constante do protagonista com drogas e alucinógenos, e isso foi usado como justificativa na implementação de boss battles, que são bastante incomuns neste tipo de jogo e que se tornaram minigames interessantes aqui, mas que de começo não fazem tanto sentido, você acaba se acostumando com eles e compreendendo que isso acontece quando o protagonista perde controle sobre a própria razão.

Os personagens, exceto por Vaas e Dennis, são muito rasos. Eles têm motivações interessantes, mas as formas como reagem a elas não são tão interessantes assim. Assim como os animais, as pessoas também são automaticamente mais agressivas em “Far Cry 3”, mesmo seus aliados e aqueles NPCs que te oferecem sidequests agem como se estivessem enlouquecidos. Isso pode funcionar dentro da história que o jogo conta, mas não é apresentado de uma maneira convincente. O mesmo ainda dá para se dizer de suas modelagens. Todos os personagens que não são os principais têm aparências completamente genéricas, mal acabadas e até repetitivas, tirando parte do charme dos gráficos que logo são recuperados quando você vai para uma área aberta e olha a natureza da ilha.

Vaas é um vilão que dá prazer odiar, apesar de ser mal aproveitado durante a história, os momentos em que ele aparece te marcam. Mas, infeizmente, não é isso que torna “Far Cry 3” um jogo tão bom. Esqueça a história e esqueça seu multiplayer, é o mundo aberto que faz deste um título a ser jogado.

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Wonderland

Em certo momento você aceita a história, mas não se importa muito com ela. O foco está em completar os desafios e ocupar as bases; de longe a parte mais divertida de ‘Far Cry 3”. Todo o processo de marcar adversários, planejar a ocupação e a eliminação dos soldados que estão pelos lugares. Tudo te prende a ponto de o jogo perder um pouco do propósito quando você consegue ter todas ocupadas. E isso, de certa forma, é integrado à história, te ajuda a aceitar a transformação de Jason Brody em um guerreiro tribal. Nele finalmente se sentindo parte de alguma coisa depois de ser sequestrado por piratas traficantes de escravos naquela ilha paradisíaca.

Mas, ainda que tenha minhas críticas ao enredo e à narrativa do jogo, não posso negar que “Far Cry 3” seja extremamente feliz em suas missões. São ótimas formas de aproveitar tanto a ambientação quanto a mecânica, além de alternativas criativas ao lugar comum do título. Ainda que tenha muita influência de “Alice no País das Maravilhas” (os capítulos são divididos por citações do livro) e de “O Coração das Trevas”, estas características acabaram se tornando muito superficiais.

Opções é o que não faltam nas Rook Islands; você pode caçar, ajudar as pessoas, tomar bases entregar kits médicos, dirigir, voar de asa-delta, navegar, nadar, mergulhar. As possibilidades são tantas que muitas vezes me pegava perdido ignorando a história principal para cumprir objetivos menores ao redor. Isso tudo se torna atraente devido tanto a beleza do ambiente que te incentiva a explorar quanto na vida que ele tem. Só tinha sentido isso antes com “Red Dead Redemption”, que me passava a impressão de existir independente das atitudes do meu personagem, com as coisas não necessariamente acontecendo devido a presença dele ali. Os assaltos nas estradas, as abordagens de desconhecidos, etc.tos nas estradas, as abordagens de desconhecidos, etc.

Em “Far Cry 3” essa sensação é até melhor, porque ainda que o mundo exista independente de você, as suas atitudes ainda mudam ele. Diferente do que acontece em “Skyrim”, as pessoas te reconhecem e seus atos geram consequências que mudam o o cenário ao seu redor e você nota estas alterações, ainda que normalmente não sejam tão grandes. Principalmente por essa razão, “Far Cry 3” é ao mesmo tempo o jogo que mais me surpreendeu e um dos que mais gostei neste ano.

Plataformas: Xbox 360 (testado)/PS3/PC

Produção: Ubisoft

Desenvolvimento: Ubisoft Montreal/Ubisoft Massive/Ubisoft Reflections/Ubisoft Shangai/Ubisoft Red Storm

Gráficos: 10

Sons: 10

Replay: 8

Jogabilidade: 9,5

Diversão: 10

NOTA FINAL: 9,5

terça-feira, 12 de julho de 2011

Primeiro post

Eae galera, eu sou o Guga Dos Games e vou fazer uns videos comentados, detonados e unboxings no meu canal do YouTube e postar aqui.

Link do canal: http://www.youtube.com/user/GugaDosGames  

So isso, flw